Vivo dividida entre os números, as palavras ditas, escritas, cantadas, sussurradas, gritadas; entre a arte, a natureza e a tecnologia; a servidão e a autarquia; a humildade e a autoridade. Carrego comigo o enorme fardo da dúvida, da curiosidade e da fé. O fardo do altruísmo egoísta.
Vivo sob o jugo impiedoso da responsabilidade de cativar. Sob a eterna auto-exigência. Sob a catarse iminente. Sob a vontade impaciente.
E pra quê tudo isso, se descubro que o avesso do que parecia óbvio, é agora pra mim uma verdade incontestável: "afastar-se é aproximar-se do outro lado do Mundo". Eureka!
Ah, deixa pra lá... ainda bem, ainda bem que o Mundo é circular....