terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
Pesquisa e Carnaval
Uma atomsfera de carnaval em câmera lenta, quase sideral. O braço passa lentamente, o olhar acompanha. Um giro completo para observar o visual. Um estalo na multidão quebra a lentidão, como se acordasse o folião pra brincar o Boi. Um passo é arriscado, mas dois passos são dados para trás. Há medo e há também desejo. O folião abre alas com um chute no ar, dois passos para frente, arrisca um frevo, mas o estalo o convida novamente a seguir o Boi... e ele vai.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Te amo
Você mudou a minha vida de uma forma que eu nunca pensei que fosse possível e que é até difícil pôr em palavras. Você me modifica a todo instante. Desculpa esse meu jeito analítico, realista, pragmático, mas precisei ser assim pra sobreviver ao que me foi posto durante todos esses anos. Eu sei que minha natureza não é essa, nunca foi. Minha natureza é de abandono. Desde criança minha mãe dizia que eu era "bandoleira", que quando eu ia pra casa das minhas amigas não queria mais voltar. E ela estava certa, porque por mais que ela fosse uma boa mãe, eu não queria voltar pra casa. Eu queria curtir a minha liberdade, e ainda quero. Ainda hoje me sinto exatamente assim quando saio de casa: livre. E quero sair pra nunca mais voltar. Quero voar. Não é maldade querer isso, mas o mundo me julga impiedosamente. O mundo julga os que abandonam coisas, você bem sabe. E eu nunca fui de abandonar muita coisa, apesar de que, de uma forma ou de outra, a gente tem que abandonar algo quando faz escolhas. E escolhas eu sempre fiz. Por mais que o mundo nos julgue, não podemos abandonar nossa natureza, nossa essência, nossa consciência do que realmente somos. Ainda assim, preciso aprender a lidar com os julgamentos e é nisso que você mais me ajuda. Meu amor, quero abandonar a gaiola, o conforto, a estabilidade e me jogar em um mundo de incertezas com você. Aceita abandonar-se em mim?
segunda-feira, 31 de março de 2014
Clarice
"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro."
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Sobre a passagem dos anos...
Dia desses parei pra pensar sobre os últimos, digamos... três anos. E a palavra que me veio à mente foi "mudanças". Tudo começou no final de 2011, quando (re)encontrei Kássio. Coincidentemente (ou não!), tudo começou a mudar. Em 2012, eu saí da casa onde morei desde criança, me formei, passei no mestrado, me mudei de novo e encerrei uma sociedade. Foi em 2012 também que eu escolhi o que queria fazer pro resto da minha vida: trabalhar a educação através da tecnologia. No meio desse ano conturbado, muitas pessoas chegaram e várias outras sem nem se despedir foram embora. Sim, 2012 encerrou com o título de um dos anos mais difíceis, mas também um dos mais decisivos até hoje. Aí chegou 2013... bem de mansinho e sem grandes mudanças, apenas trazendo o desafio de amarrar as pontas soltas que 2012 deixou pra trás. Apesar disso, 2013 veio recheado de ideias, planos e novos projetos. No final das contas, foi um ano de transição e de tomar decisões pros anos que virão. 2013 acaba de um jeito doce, deixando a sensação de que 2014 tem tudo pra ser mais um ano fantástico! Daqueles que acontecem desde o final de 2011...
domingo, 8 de dezembro de 2013
Fidelidade
A gente tem que viver o que quer. Temos que ser fiéis a nós mesmos, os únicos a quem devemos explicações. Temos que ser fiéis. E ser fiel é difícil, muito difícil. É difícil porque muitos vão nos julgar, nos rotular, nos colocar em pequenas caixinhas e dizer sem dó nem piedade que estamos errados. Mas temos que ser fiéis e acreditar no caminho que preparamos pra nós mesmos, independente de qualquer coisa, independente dos outros. A pressão é grande, é enorme! E os outros, meu amigo, são muito cruéis.
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Ano novo, novo ano!
É engraçado como chega essa época do ano e as pessoas começam a dizer, assustadas: "o ano já tá acabando!". Sim, o ano passou rápido - e tem passado cada vez mais! - mas não passou vazio. Passou, mas não deixou aquela sensação de "o ano acabou e não fiz o que queria". Pelo contrário! O ano de 2013 passa e deixa a vontade do novo, deixa a sensação de "ano que vem farei mais coisas ainda".
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